Algumas respostas a perguntas frequentes sobre o controle e manutenção dos implantes.
Os implantes podem ficar doentes como os dentes naturais?
Sim. Existem riscos sobre os implantes que não estão diretamente relacionados com a fase cirúrgica ou protética, e sim devido à falha no processo de limpeza. A peri-implantite é a patologia mais grave que pode acometer os implantes. É uma derivação da doença periodontal, onde o dente, por acúmulo de tártaro e placa bacteriana, vai perdendo seu osso de suporte, amolecendo até que o dente é completamente perdido. Na peri-implantite o processo de perda óssea é semelhante, mas como o implante está extremamente aderido no osso por causa da osseointegração, não ocorre a mobilidade. Isso é fatal para o implante, pois pelo fato da prótese permanecer firme, o paciente deixa de lado uma manutenção periódica, relevando sintomas (gosto desagradável, secreções) até que não haja nenhuma outra solução a não ser a retirada do implante. A peri-implantite é tratavel, então o paciente deve sempre estar atendo a qualquer alteração nos implantes, nas próteses e na gengiva adjacente, devendo procurar um profissional assim que aparecer qualquer sintoma.
Os implantes podem fraturar?
Sim, podem acontecer também fraturas dos implantes, dos parafusos que fixam as próteses e da própria prótese. São situações raras, mas como lidamos com uma estrutura artificial, que está sujeita a forças frequentes (para se ter ideia, em 5 anos uma pessoa chega a mastigar mais de 2 milhões de vezes), podem acontecer. Se a fratura acontecer em um parafuso, pode-se trocar o mesmo. Em uma prótese, pode-se se corrigir através de reparos diretos em boca ou reenviar para um laboratório de prótese para consertos. Já quando quem fratura e o implante não há outra solução se não retirar o mesmo e reinstalar um novo no lugar. Nestes casos toda a reabilitação protética e componentes são perdidos.
Consigo identificar os problemas antes deles evoluirem?
Sim, e é muito importante a participação do paciente neste diagnóstico e prevenção. Os implantes devem ser rígidos e indolores, então qualquer alteração nesta situação deve ser muito bem observada. A peri-implantite, por exemplo, causa gosto desagradável na região dos implantes, além de sangramentos e crescimento da gengiva ao redor dos implantes. No caso de uma fratura, é possível identificar mobilidade da prótese ou mesmo o afrouxamento de parafuso, que podem ser corrigidos antes que um mal maior aconteça. Placas de mordidas poderão ser indicadas em pacientes com alterações na articulação ou hábitos nocivos aos implantes (apertamento, ranger de dentes, etc).
Como faço para prevenir estes problemas?
Para evitar todos estes problemas, o paciente deve ter consciência que é necessário um retorno periódico ao consultório dentário, onde o profissional irá indicar uma limpeza profissional para eliminar placa e tártaro, radiografias para avaliar perdas ósseas e demais infecções (normalmente semestrais ou anuais), ajustes de mordida e reparos visando a manutenção do trabalho o máximo de tempo possível. É importante que todo o trabalho realizado e os dentes mantenham-se em perfeito equilíbrio e harmonia, pois disto dependerá a longevidade e o sucesso do tratamento.