O que são Implantes Dentários?
Quer saber mais? Ótimo, segue algumas perguntas e respostas:
O que são implantes dentários?
É um meio artificial para substituição de um ou mais dentes perdidos. É um parafuso resistente, feito em titânio puro (que é um metal bem aceito pelo organismo) que é colocado no osso mandibular ou maxilar, na área do dente perdido, através de uma cirurgia, geralmente bastante simples. A Implantodontia surgiu há muitos anos, com indícios de que até civilizações antigas realizavam trabalhos parecidos com implantes.
Na implantodontia moderna, podemos classificar em 3 grandes fases: antes de 1940, com a implantodontia empírica, entre 1930 e 1980 com a implantodontia fibrointegrada e a partir do final da década de 1970 com a implantodontia osseointegrada, a mais atual e difundida hoje em dia.
É interessante substituir um dente natural por um implante?
É uma questão que gera muitas dúvidas pois temos que avaliar sempre qual é o prognóstico do dente em questão.
A resposta é não, desde que este dente esteja completamente saudável, bem posicionado e for passível de tratamentos convencionais (restaurações e coroas), garantindo uma grande longevidade.
A resposta é sim se os dentes apresentam-se comprometidos, como mobilidade, doenças como cáries muito extensas, periodontite e fraturas. Nestes casos a , poderão ter a necessidade de ser substituídos pelos implantes. Em situações raras, dentes muito mal posicionados e que atrapalham a realização de próteses, mesmo quando avaliados isoladamente apresentarem bom prognóstico, também poderão ser substituídos por implantes, sempre pensando no bem estar do paciente e longevidade do tratamento.
O implante é um substituto de um dente natural?
Ele é um substituto a uma raiz perdida, mas não deve ser considerado igual a um dente natural. Claro que o material em que é feito o implante, o titânio, é adequado à sua função, mas então sujeitos a desgastes, fraturas, trincas etc. Não deve ser confundido com próteses fixas que utilizam os dentes naturais para serem suportadas. No caso dos pacientes desdentados totais, os implantes não substituem os dentes, individualmente, mas sim funcionam como ancoragens para suportar próteses fixas ou móveis de todos os dentes ausentes.
Como o implante pode me auxiliar?
O uso de implantes permite estabilizar sua dentadura (através de overdentures ou dentaduras "abotoadas") ou mesmo trocar sua dentadura ou prótese parcial removível por uma prótese fixa e repor dentes perdidos sem desgastar os vizinhos.
Sobre o implante podemos ter parafusado ou cimentado a parte estética do dente, a coroa. Desta forma, os implantes permitem a reabilitação estética e funcional (mastigação), além de devolver qualidade de vida social aos pacientes. O conforto e eficiência mastigatória é similar aos dentes naturais.
O que é OSSEOINTEGRAÇÃO?
É como chamamos a cicatrização do osso ao redor do implante. O implante para ser considerado osseointegrado deve permanecer sem mobilidade ou sintomas durante as forças mastigatórias funcionais. Essa integração permite a alta taxa de sucesso na reabilitação dos pacientes e assim oferece uma reabilitação adequada com um longo tempo de duração.
Esta reação do organismo acontece sobre implantes de titânio somente, daí a importância de se utilizar um material apropriado para garantir a longevidade do trabalho. A osseointegração só acontece depois de um período de espera de 3 à 6 meses, pois varia conforme a qualidade do osso onde o implante foi instalado e das condições de saúde do próprio paciente (normalmente na mandíbula o tempo é menor que na maxila). Em locais que precisaram de enxertos, esse período pode chegar até a 12 meses.
Qualquer paciente pode receber implantes?
Praticamente todos os pacientes em bom estado de saúde (que não apresentam doenças graves ou debilitantes) podem receber implantes dentários. Pacientes fumantes (não importa a quantidade de cigarros por dia) têm maiores riscos aos procedimentos e maior dificuldade na osseointegração e cicatrização de enxertos, devendo antes de iniciar o tratamento dos implantes interromperem ou controlar o uso dos mesmos.
Há alguma doença que atrapalha a osseointegração?
Sim. Pacientes diabéticos, que realizam tratamentos para osteoporose, que fizeram quimioterapia ou radioterapia (não importando onde) devem ser avaliados adequadamente antes de se iniciar um tratamento, pois apesar de não serem impeditivos ao tratamento com implantes, o profissional deverá ter cuidados mais especiais com estes pacientes do que com outros fora destas situações. Todos estes cuidados devem ser tomados pois a instalação de implantes é realizada através de cirurgias e, mesmo sendo simples, podem ter complicações por conta destas situações. Mas em geral, quando a doença está controlada, não é problema algum.
A idade é um limitante no tratamento com implantes?
Não. A partir da puberdade qualquer paciente pode fazer um tratamento com implantes, a única limitação é a saúde de cada um.
Quando não podemos utilizar um implante?
Basicamente quando o paciente tem algum problema grave de saúde. Mesmo quando este não tem volume ósseo suficiente, podemos indicar um enxerto e depois fazer os implantes e próteses.
Quando podemos colocar um implante?
1. Quando falta um, mais que um ou até mesmo todos os seus dentes, independente do motivo da perda dos mesmos
2. Na falta de estabilidade e retenção com sua prótese removível ou dentadura
3. Quando sua prótese não está confortável ou o deixa inseguro
4. No momento de troca de uma prótese fixa (por qualquer motivo), para oferecer próteses com dentes separados e mais fáceis de manutenção e limpeza
É preciso de tratamento dentário prévio à colocação de Implantes?
Em algumas situações sim. O implante é colocado diretamente sobre o osso, e se houver qualquer tipo de infecção nesta região ou em suas proximidades, esta e todos os demais fatores de risco devem ser eliminados. Seja através de tratamento periodontal (para eliminar doenças das gengivas, como sangramentos, tártaro, mal-hálito), tratamento endodôntico (canal), exodontias (extrações), próteses temporárias, tudo o que representar risco ao implante deve ser solucionado.
Por isso que fazer tratamentos às pressas não funciona, o ideal é fazer um planejamento completo e ter certeza que, ao final do tratamento, os implantes terão um grande tempo de atualização.
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